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Coesão social e desenvolvimento económico são duas das premissas do Plano Estratégico de Bragança e León

As regiões de Bragança, em Portugal, e León, em Espanha, apresentaram, ontem, as linhas orientadoras de uma estratégia comum para procurarem financiamento europeu, no novo quadro comunitário, para satisfazer necessidades nos dois lados da fronteira.

Os dois territórios ibéricos estão junto no Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça (AECT) León-Bragança, que é o responsável por estas orientações plasmadas num Plano Estratégico que foi apresentado esta terça-feira, em Bragança, ainda sem medidas concretas, nem pacote financeiro.

A elaboração do plano foi adjudicada por 250 mil euros, financiados pela União Europeia, a um consórcio constituído por duas empresas, uma portuguesa e outra espanhola, que definiu cinco áreas prioritárias para investimento, nomeadamente o setor primário com a agricultura, agroalimentar e ambiente, o turismo, coesão social, cultura e desenvolvimento económico.

Os projetos e ações concretas “vão ser desenvolvidos quando abrirem as linhas de financiamento” da União Europeia e estiverem definidos os regulamentos do próximo quadro comunitário de apoio, para o período entre 2021 e 2027, como explicou o presidente da Câmara de Bragança e do AECT, Hernâni Dias.

Da mesma forma, os responsáveis não avançam com valores ou um pacote financeiro para o plano estratégico, com o autarca português a indicar que dependem do que conseguirem da Europa.

Os regulamentos ficarão definidos provavelmente no final do ano, início de 2020. Quando isso acontecer, nós estaremos com todo o empenho à procura de soluções e de financiamento e aí queremos o máximo que conseguirmos”, disse.

aect

O vice-presidente do AECT e presidente da diputación de León, Eduardo Morán Pacios, sustentou que o que foi feito neste plano “foi definir o trabalho base” e no futuro irão adaptando as linhas orientadoras ao “território, necessidades e possibilidades de conseguir ajudas para concretizar os projetos futuros”.

Os problemas dos dois lados da fronteira, como apontou, “são idênticos”, como a falta de Internet nalgumas zonas rurais de Espanha, que o presidente da Diputación quer resolver, e que persistem, também, no lado português, embora no que toca a telecomunicações Bragança esteja “muito mais avançada”, como reconheceu.

Independentemente das medidas que vierem a ser definidas, há “projetos que têm sido reivindicados há bastante tempo” e continuarão nas prioridades dos dois parceiros ibéricos, entre eles a ligação rodoviária de Bragança a Puebla de Sanábria e a continuação, em Espanha, até León, como sublinhou o autarca de Bragança, Hernâni Dias.

São projetos que não deixaremos cair em circunstância nenhuma e que diariamente, se for necessário, estaremos a falar sobre eles para que consigamos sensibilizar os decisores políticos, quer do lado de Portugal, quer do lado de Espanha, para a importância destas ligações no processo de desenvolvimento transfronteiriço”, afirmou.

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