Miranda do Douro anfitriã de “Máscaras Rituais de Portugal” que cumpre dois anos de exposição em itinerância permanente

Há dois anos em itinerância permanente, entre ambos os lados da fronteira, a coleção do investigador e presidente da assembleia-geral da Academia da Máscara Ibérica está, agora, patente ao público no Museu da Terra de Miranda, em Miranda do Douro, a convite da diretora daquele espaço cultural, Celina Pinto.

Composta por 39 composições tridimensionais, a exposição “Máscaras Rituais de Portugal” conta com cerca de 60 máscaras da autoria de 36 artistas/artesãos, onde são representadas 36 festividades com mascarados em Portugal, “explicadas através de pequenos textos que acompanham cada quadro, além de fragmentos dos respetivos trajes ou pequenos elementos que integram a indumentária de cada mascarado e que permitem uma fácil contextualização e melhor compreensão das festas”, resume Roberto Afonso, o grande obreiro desta coleção.

Trata-se de um roteiro devidamente organizado e profusamente ilustrado por verdadeiras obras de arte saídas das mãos de talentosos artistas, expostas seguindo a ordem cronológica pela qual as festas vão ocorrendo, desde 31 de outubro, com a Festa da Cabra e do Canhoto, em Cidões, Vinhais, a abrir as hostilidades, e 24 de junho, com a Bugiada, em Sobrado, Valongo, a encerrar o calendário das festas com mascarados”, elucida o investigador.

No dia da inauguração da exposição, a 30 de novembro, vários foram os curiosos e interessados que decidiram comparecer, entre os quais a artista plástica Balbina Mendes, que tem dedicado muito do seu trabalho a este tema encontrando-se, atualmente, uma exposição com a sua assinatura no Museu do Abade de Baçal, em Bragança, no âmbito da IX Mascararte - Bienal da Máscara.

A abertura da mostra artístico-cultural de Roberto Afonso contou com intervenções do próprio colecionador, da diretora do Museu Terra de Miranda, Celina Pinto, da vereadora do município, Anabela Torrão, do antigo diretor do museu, António Mourinho, e do antigo presidente do município mirandês, Júlio Meirinhos.

masca

De salientar que foi na terceira edição da Mascararte, em 2017, que o presidente da assembleia-geral da Academia da Máscara Ibérica apresentou, publicamente e pela primeira vez, a sua coleção particular de “Máscaras Rituais de Portugal”. Dois anos volvidos, é a vez de Miranda do Douro acolher este “pedaço da nossa história”, numa exposição única, na forma como representa a cultura ibérica das máscaras, onde estará patente até ao dia 29 de janeiro. Resta dizer que depois de Terras de Miranda, a coleção de Roberto Afonso parte para novo destino,definido, de nome Alfândega da Fé.

 

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