Marcelo foi a Miranda do Douro realçar a boas relações com a vizinha Espanha

O Presidente da República destacou hoje as boas relações entre Portugal e Espanha na cidade transfronteiriça de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, como um bom exemplo da cooperação entre os dois países.

"Em tempos de covid-19, a relação entre Espanha e Portugal está muito boa e prepara-se uma cimeira para o fim do ano e as relações são magníficas entre chefes de Estado, são muito boas entre governos, são muito boas entre comunidades espanholas e as autoridades portuguesas a nível local e regional e nomeadamente transfronteiriças", vincou Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo o chefe de Estado, este é "um bom momento na amizade e na fraternidade entre os dois países irmãos", concretizou à imprensa espanhola, que também marcou presença na centenária cidade do Planalto Mirandês.

Marcelo Rebelo de Sousa presidiu hoje às cerimónias comemorativas dos 476 anos de elevação de Miranda do Douro à categoria de cidade e sede de diocese, concelho onde as atividades económicas se dinamizam em torno da relação com os vizinhos espanhóis.

Pelas ruas da cidade transmontana, Marcelo Rebelo de Sousa, foi-se encontrando com vários espanhóis que demonstraram muita satisfação com a presença do chefe de Estado português.

Marce

O PR experimentou vários aspetos da cultura tradicional mirandesa, como dança dos pauliteiros ou secular língua, sendo mesmo agraciado com icónica capa de honras pelo presidente da Câmara, Artur Nunes.

O Chefe de Estado lembrou que Mirando Douro é "portadora" de uma das duas línguas oficiais de Portugal, o mirandês, idioma que fez parte do seu discurso num misto e mirandês e castelhano.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes, lembrou o isolamento a que sempre foram votadas as gentes mirandesas que ainda assim "fazem deste Planalto e das arribas um verdadeiro paraíso natural".

Em 10 de Julho de 1545, D. João III eleva Miranda do Douro à categoria de cidade, passando a ser a primeira diocese de Trás-os-Montes (por bula do Papa Paulo III de 22 de Maio de 1545) que amputava a arquidiocese de Braga da maior parte do território transmontano.

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